sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

BLOG DA TAZ

Grupos de teatro da cidade de Guarulhos se encontram periodicamente para compartilhar suas questões e inquietações artísticas. Esses encontros são chamados de TAZ, conceito este criado por Hakim Bey e significa ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA.

Acompanhem no endereço: http://tazguarulhos.blogspot.com/

domingo, 28 de novembro de 2010

As portas do jardim de mágnólias serão abertas novamente...



Vá direto para o site da biblioteca de São Paulo, clique aqui

domingo, 7 de novembro de 2010

O vídeo surpresa

O vídeo abaixo foi exibido logo após a última apresentação do espetáculo "Cidades Invisíveis" no Teatro Adamastor Centro. Foi uma surpresa para calvininos e calvininas. O material é um registro das vivências e da temporada.


sábado, 6 de novembro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Domingo tem Cidades Invisíveis no Teatro Adamastor Centro

No próximo domingo dia 31/10 tem apresentação no Teatro Adamastor Centro às 19h00 do espetáculo "Cidades Invisíveis". Quem ainda não viu e quem já viu e quer ver de novo... é só chegar!




Endereço do Teatro Adamastor Centro: Avenida Monteiro Lobato, 734 - Centro

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Momento descontração

Não é nada disso que você está pensando...

Fotos das apresentações do final de semana

"Só depois de haver conhecido a superfície das coisas é que se pode proceder à busca daquilo que está embaixo. Mas a superficie das coisas é inesgotável."
Ítalo Calvino























domingo, 24 de outubro de 2010

Hoje tem apresentação do Cidades Invisíveis no Teatro Padre Bento

Para quem ainda não assistiu o espetáculo "Cidades Invisíveis" pode conferir hoje no Teatro Padre Bento às 19h00 na rua Francisco Foot, 03. Jd. Tranqüilidade








segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cidades Invisiveis- Video sobre o projeto =)

Na sexta-feira temos estréia dos Cidades Invisíveis... Assista o vídeo que fala um pouquinho do projeto:

domingo, 10 de outubro de 2010

Sexta-feira estréia Cidades Invisíveis

Sexta-feira será um dia especial... teremos a estréia do espetáculo Cidades invisíveis! Segue abaixo o cartaz com as datas e horários:

sábado, 9 de outubro de 2010

As cidades invisíveis estréia sexta-feira

Finalmente depois de tanto se falar por entre os corredores dos jardins de Magnólias, o jardim poderá ser visitado por todos. Convidamos você a entrar nesse jardim e descobrir as cidades que existem dentro de cada perfume de Magnólia...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

I congresso Internacional Texto - Imagem

Segue abaixo um vídeo da intervenção que realizamos ontem no I Congresso Internacional TEXTO-IMAGEM na Unifesp

.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Que seja lido como resposta a um e-mail.

Sim,

Recebemos um convite para participarmos do I Congresso Internacional TEXTO-IMAGEM durante um processo de montagem, no momento em que tentávamos formular uma pergunta para nós mesmos, enquanto tentávamos verbalizar, por mais contraditório que isso possa parecer, uma inquietação artística que se prolonga faz alguns anos, no momento em que trabalhávamos com jovens aqui de Guarulhos. Estávamos em um território chamado VISIBILIDADE, uma das seis propostas para o próximo milênio de Ítalo Calvino.

“Se incluí a Visibilidade em minha lista de valores a preservar foi para advertir que estamos correndo o perigo de perder uma faculdade humana fundamental: a capacidade de pôr em foco visões de olhos fechados, de fazer brotar cores e formas de um alinhamento de caracteres alfabéticos negros sobre uma página branca, de pensar por imagens. Penso numa possível pedagogia da imaginação que nos habitue a controlar a própria visão interior sem sufocá-la e sem, por outro lado, deixá-la cair num confuso e passageiro fantasiar, mas permitindo que as imagens se cristalizem numa forma bem definida, memorável, autosuficiente, “icástica”.”

O que muito falávamos era a obra de Calvino não como texto a ser transposto da linguagem literária para a cênica, mas como poética de um teatro inspirado na imagem e, da formação dessa imagem a partir do gesto do ator. Eis a inquietação ao que nos parece perpétua!

Posto isso, que essas “instalações” sejam como materialidades parciais, não tanto do processo de montagem, e sim como pontos precisos da construção de nosso conhecimento.

Cia. Teatro dos Orelhas e Grupo Teatro da Chuva

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Música cena I

Kublai Kan e Magnólias

Kublai

O relato de Marco Polo

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Roteiro – As Cidades Invisíveis

Cena 1 – O jardim de magnólias e o vazio de Kublai Khan

Escuridão. Ouve-se o som de uma respiração.

Sobe um foco de luz branco e se vê Kublai Khan, imperador dos tártaros, no meio do palco.

É a respiração do imperador ofegante.

Entra lentamente música: Rainbow Voice, de David Hykes.

Junto com a música, gradativamente, sobe um contra-luz verde. Vê-se a silhueta de um emaranhado de corpos atrás do Khan.

Com o jogo de ação e reação, no qual o imperador bate com seu cedro no chão e o grupo de corpos reage em estacato, todos caminham para o proscênio. Uma geral branca com gelatinas difusoras sobe à medida que o elenco avança.

Sai gradativamente música.

No proscênio, forma-se um quadro de corpos com o grande Khan no meio. E agora já é possível identificar aqueles corpos como magnólias do reino, todas estão focadas em seu imperador. A geral branca está alta. Kublai, por sua vez, olhando o público, ainda respira profundamente.

Entra música: Plantio do Caboclo, de Heitor Villa-Lobos.

As magnólias vão para o nível baixo e se espalham pelo palco. Com as costas no chão, joelhos dobrados e braços para alto, elas chacoalham suas mãos. Kublai Khan caminha por entre elas, como quem caminha em seu jardim. Coreografia a partir de jogos: quando o imperador chega perto de um grupo de magnólias, elas sacodem as mãos, quando ele se afasta, elas param; jogo do Siga o Mestre (utilizando os três solos: ensaboar, pedregulhos e colchão macio); formação dos três círculos giratórios; formação das duas grandes rodas, uma dentro da outra.

O grupo desmancha as duas rodas, Kublai Khan caminha lentamente em direção ao público.

Sai música.

Ele senta no proscênio com as pernas para fora do palco, respira forte. As magnólias se aproximam dele e falam.

Magnólias: Existe um momento na vida dos imperadores

que se segue ao orgulho pelos territórios que conquistamos.

É o desesperado momento em que se descobre que este império,

que nos parecia a soma de todas as maravilhas, não tem fim e não tem forma.

Ouve-se o som de um coro que vem da coxia: são os embaixadores do imperador.

As magnólias deitam no chão, abrem para as laterais do palco, esticam os braços para o alto, e os balançam.

Cena 2 – Os embaixadores do imperador

Entram os embaixadores do Grande Khan, em coro.

Cantam números e estatísticas do reino. Caminham até o proscênio e trazem Kublai até o centro do palco, as magnólias estão sentadas no chão com os braços para cima chacoalhando as mãos (utilizar diferentes posições, desenhos do corpo para elas). Mesma luz da cena anterior, apenas mais uma geral vermelha também com gelatinas difusoras na região central do palco.

Entra música: African Journey, de Sebastiano Anugama.

Os embaixadores tiram pequenos pergaminhos e caminham rodeando o imperador. Eles utilizam nível médio e nível alto até que alguns deles tiram dois grandes pergaminhos e envolvem o imperador em uma coreografia a partir de movimentos de enrolar e desenrolar. As magnólias, sentadas, continuam balançando os braços. A seqüência de movimentos termina com Kublai Khan sendo desenrolado subitamente. Ele rodopia enquanto saem seus embaixadores com os pergaminhos. Sai geral vermelha.

Sai gradativamente música.

Kublai Khan ainda rodopia, produz som junto com esse movimento.

As magnólias se levantam e vão até o imperador. Elas interrompem o rodopiar. Silêncio.

Ele vai até o proscênio e senta novamente com as pernas para fora do palco.

As flores vão até ele, olham para o público e falam.

Magnólias: Enviados para inspecionar as cidades mais distantes do reino, os embaixadores de nosso imperador retornam pontualmente a este jardim de magnólias, e fazem longos relatos.

Em seguida, Kublai Khan e suas magnólias ocupam o palco a partir do jogo Onde está a Bolinha Imaginária. Durante todo esse jogo o elenco produz sons que correspondem aos movimentos. Em determinado momento, na terceira parada própria do jogo, ouve-se novamente o coro dos embaixadores que canta mais números, mais estatísticas.

As magnólias rapidamente voltam para o chão e o Grande Khan vai para o centro do palco. Volta geral vermelha.

Toda a seqüência com o coro de embaixadores deve ser repetida a partir da entrada da música. No entanto, no momento da saída do coro, Marco Polo se destaca desse grupo e começa a fazer gestos como quem conta uma história. Kublai permanece rodopiando. Sai geral vermelha.

As flores vão para o proscênio e falam.

Magnólias: Recém-chegado e ignorando a língua daqui

Marco Polo, este embaixador, não podia se exprimir de outra maneira senão com gestos,

saltos, gritos de maravilha e de horror, latidos e vozes de animais,

Ou com objetos que ia extraindo da sacola.

Marco Polo começa a produzir sons correspondentes aos seus movimentos. Elas saem lentamente pelas laterais, mas antes param o imperador de girar.

Somente dois focos de luz brancos em Marco Polo e em Kublai Khan, um do lado do outro.

Marco Polo continua seu relato com pantomimas ainda com sons.

Cena 3 – O relato de Marco Polo, um embaixador diferente

Em cena, Kublai Khan e Marco Polo. O jovem veneziano continua seus relatos com pantomimas enquanto o imperador escuta e aplaude em determinados momentos.

Entram seis magnólias do fundo. Caminham até o proscênio, olham para o público e falam (primeiro, todas juntas e, depois, em duplas), conforme as falas abaixo. Durante o caminho delas sobe contra-luz verde com reforços na mesma cor frontais, além reforço baixo da geral branca.

As seis Magnólias juntas: Quando Marco Polo fazia seus relatos para o imperador, estabelecia-se entre eles uma comunicação diferente. Ele improvisava gestos que o soberano precisava interpretar.

Primeira dupla: Uma cidade era um grande salto, que parecia um peixe fugindo do anzol.

Segunda dupla: Outra cidade era o sacudir de mãos e pés, como se de lá quisesse fugir.

Terceira dupla: E ainda outra cidade era o rolar pelo chão, como se a alegria estourasse o peito.

Enquanto elas falam, caminham juntas contornando o palco e, depois, saem pelo fundo.

Entra música: Peer Gynt suíte I op 46 – Anitra´s Dance, de Edvard Grieg.

Kublai Khan e Marco Polo em cena. Sete jovens entram como Marco Polo de diferentes partes do palco, cada um contando suas histórias com gestos. O contra-luz verde gradativamente se transforma em âmbar. Aos poucos, os jovens (os Marcos) formam uma grande fila atrás do Marco que já estava em cena e, através do jogo Siga o Mestre, desenvolvem uma coreografia que envolve o grande imperador dos tártaros.

Passados alguns instantes, a fila de Marcos se dissipa. Cada um ocupa uma parte do palco e continua a contar sua história através de gestos, mas agora utilizam pequenos objetos que tiram de suas sacolas. De repente param em um círculo no plano médio envolta do grande Khan. Eles esticam os objetos na direção do imperador. Entram todas as magnólias, formam dois grupos em cada uma das laterais do palco. Todos aguardam ansiosos se o grande Kublai Khan vai ou não contar uma história com gestos e objetos.

Sai música.

Alguns segundos, o imperador olha para todos os objetos, olha para cada um dos presentes, olha para platéia... E finalmente pega alguns objetos, abre espaço no círculo, todos se espalham do meio para o fundo do palco. O Khan na frente conta sua história sem se importa com o resto. Aplausos de euforia de todos.

Entra novamente a música anterior.

Marcos e Magnólias comemoram. Jogam o jogo do Siga o Mestre mas agora utilizando os três solos (ensaboado, pedregulho e colchão macio). Depois, eles formam um parque de diversões com gestos e objetos tirados das sacolas dos marcos. Um trio de faz um carrossel que gira com cavalinhos miniaturas, um quarteto faz um trapézio com dois cabos de vassoura e ainda outro trio faz um gira-gira com um pequeno guarda-chuva.

Sai música.

Gradativamente o contra-luz âmbar dá espaço novamente para o verde.

Ouvem-se o som de magnólias e marcos brincando. Kublai Khan continua sua história, independente do grupo.

Cena 4 – A volta dos embaixadores e o fim dos números: um sentido para Khan

A festa continua. Magnólias e marcos ainda estão brincando no parque de diversões, formado por seus corpos e pela manipulação de objetos. Kublai Khan continua a contar sua história silenciosa, independente do grupo.

Entram os embaixadores do imperador, novamente cantando números e estatísticas, como se o mundo fosse somente isso. A iluminação volta como na segunda cena. A festa é interrompida. O grande Khan vai para o centro do palco enquanto magnólias e marcos abrem para as laterais.

Entra música: In the hall of the Mountain King, de Edvard Grieg.

O coro de embaixadores novamente tira pergaminhos gigantes de suas sacolas, como da primeira vez. Mas quando vão envolver seu imperador com os pergaminhos, o grupo de magnólias e de marcos avança para cima do coro e forma um grande círculo envolta deles e de Kublai Khan. A geral vermelha desaparece gradativamente, volta o âmbar. Quando abrem novamente, todos se posicionam um do lado do outro contornando a caixa preta, deixando livres a boca de cena e o proscênio. No centro do palco fica o coro de embaixadores enrolado nos pergaminhos indo de um lado a outro, sendo jogado por quem ocupa as laterais e o fundo.

Em um determinado momento, Kublai Khan saí de perto de seus súditos em direção ao centro do palco. Em seguida, expulsa o coro de embaixadores com seu cedro. Os embaixadores saem enrolados em seus próprios pergaminhos.

Sai música.

Todos em cena voltam a comemorar com aplausos, risos e gritos de euforia.

Entra música: Peer Gynt suíte II op 55 – Arabian Dance, de Edvard Grieg.

A festa agora acontece como uma coreografia que parte de brincadeiras e jogos lúdicos infantis (o pular corda, o bambolê, a amarelinha, o esconde-esconde, etc.), além do jogo de continuar a ação criada pelo outro. Variações das luzes anteriores.

Em um determinado momento, o grupo em festa carrega o grande Kublai Khan, anda de um lado para outro até para subitamente formando um grande quadro de esculturas corporais, o imperador permanece no alto. Cai repentinamente a luz, sobra somente o contra-luz verde do início e um foco branco no meio do palco.

Sai música.

De dentro do quadro formado com os corpos de magnólias e de marcos no meio do palco, o imperador, sustendo por seus súditos no nível alto, fala.

Kublai Khan: Basta um gesto, um salto, um rolar pelo chão no meio da paisagem para construir, pedaço por pedaço, a cidade perfeita!

Escuridão. Silêncio.

Fim

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Carta ao Jardim de Magnólias

Por Luciano

Reflexão esparsa para as Instalações Cênicas.
Como disse no sábado passado, tem algo na imagem que me fascina: é a sua realidade.
Isso significa não vê-la como representação de algum movimento psicológico ou psicologizante, não buscar nela um conceito, e nem as relações originais ou não entre os signos que a compõem, não querer encontrar sua estrutura, ou construir sua estrutura, seus andaimes, e também não tê-la como ou na contemplação.
Penso que a grande alteração na percepção está em não mais VÊ-LA, mas VIVÊ-LA como realidade. Como os homens do paleolítico, como os mitos, como rito, como espaço e tempo dado, e vivenciado. Então, vejo que a força de nossas instalações está na presença dos corpos orgânicos e inorgânicos naquele que será o aqui agora de cada dia de congresso.
“O fenômeno que propriamente aqui deve ser entendido não é o conteúdo da representação mítica como tal, mas a significação que esse conteúdo possui para a consciência humana e o poder espiritual que exerce sobre ela. Não constitui problema o conteúdo material da mitologia, mas a intensidade com a qual ele é vivido, com a qual se crê nele (tal como se crê apenas em algo objetivamente existente e efetivo). Já ante esse fato primordial da consciência mítica fracassa toda tentativa de ver sua raiz numa ficção, seja ela poética ou filosófica. Pois mesmo admitindo que por esse caminho o teor puramente teórico e intelectual do mítico pudesse se fazer compreensível, mesmo assim permaneceria inteiramente inexplicada a por assim dizer dinâmica da consciência mítica , a incomparável força que sempre prova na história do espírito humano.”
Revisito A Filosofia das Formas Simbólicas, de Ernest Cassirer, por causa de outras questões. Mas, nesse meu processo, não pude deixar de refletir sobre nosso trabalho a partir desse estímulo. Então, peguei outro trecho e substitui a palavra MITO pela palavra IMAGEM, por brincadeira. Eis o que deu:
“O caminho da verdadeira especulação, porém, é diretamente oposto à direção tomada por uma consideração de tal forma aniquiladora. Ela não quer decompor analiticamente, mas quer entender sinteticamente; ela quer voltar ao elemento positivo último do espírito e da vida. E também a IMAGEM deve ser compreendida como um tal elemento inteiramente positivo. Seu entendimento filosófico começa com a idéia de que ele não se move num mundo de pura “invenção” ou “poesia”, mas que lhe compete um modo próprio de necessidade, e com isso, de acordo com o conceito de objeto da filosofia idealista, um modo próprio de realidade.”
Depois dessa brincadeira, parei para fazer e tomar um café. E enquanto isso, novo jogo entre as palavras NECESSIDADE e REALIDADE. Busquei saber em mim quais eram aquelas imagens necessárias. Olha meu erro!!! Parei de procurar, e tomei café MoKa Extra Forte, o melhor de todos!!! 
Ora, sendo assim, as instalações são uma realidade!
Livro citado:     A Filosofia das Formas Simbólicas / II – O Pensamento Mítico
                        Autor: Ernst Cassirer / Editora Martins Fontes

domingo, 5 de setembro de 2010

"I Congresso Internacional Texto - Imagem na Unifesp"

A Cia Teatro dos Orelhas e o Teatro da Chuva foram convidados a participar do "I Congresso Internacional Texto - Imagem" que acontecerá na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) - Campus Guarulhos nos dias 20, 21 e 22 de setembro às 18h. Faremos 3 intervenções nas dependências da Universidade.


No vídeo abaixo o último ensaio:


Pés uníssonos

Por Camila Gregório

Fim de uma etapa

Começo de outra...

Sem novidades

Pés coletivos

que trabalham dia e noite

Pés que pisam

alegres, cansados e suados

Pés uníssonos

que cantam uma canção

o espetáculo

"As Cidades Invisíveis"

de Calvininos e Calvininas

Pimentas, Bonsucesso

Poeira

Poesia

Magnólias

Corpo

Movimento

Jovens

Pés

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Carta ao Jardim das Magnólias

Boa Tarde!

Em todos os nossos encontros sempre buscamos várias formas de expressão. No encontro do dia 07 de agosto foi lançado o desafio de que cada calvinino contasse uma história de maneira não verbal, usando apenas o corpo para se expressar e contar a sua história. O Fernando, da turma da manhã, verbalizoua a sua história em forma de uma carta ao Jardim de Magnólias, que fica aqui compartilhada com todos vocês.

"Vestido com armadura de pele de cavalo e com uma pena embainhada, Horácio vai ao encontro de seu cavalo metálico, Prata é seu nome. Já montado os dois partem da Cidade dos Isolados, onde ninguém conhece ninguém, para as Profundezas do Esquecimento ao encontro de um tesouro raro que segundo fuxicos de outras cidades, foi escondido por um rico comerciante falecido recentemente e cuja família ninguém das redondezas conhecia.
O céu límpido verde e a brisa que bate em seu rosto como uma rosa espinhada que estivesse entrando em contato com a pele, tornavam as condições perfeitas para cavalgar. Após horas percorrendo oceanos e atravessando montanhas, o cavaleiro depara-se com uma criatura, também alada, que o impede de prosseguir. Lá estava, mais rápida que seu cavalo, com a astúcia dos felinos, poderes de dragão, e valentia da cabra, eis que surge uma quimera montada numa nuvem. Como se abrisse um sorriso, prepara-se para o bote.
Corajosamente, sem se intimidar o viajante desce de seu cavalo voador e apóia-se na mesma nuvem encarando a besta fera. Desembainhando rapidamente sua pena ele acerta cócegas certeiras. Impossibilitada de revidar, a fera entra aos berros pelas cócegas, tamanha era a habilidade do guerreiro com a pena. Impiedosamente, o Horacio vira-se, monta em seu cavalo. O mostro no meio da risada sem perceber acaba caindo da nuvem. Sem saber que fim deu a besta, ele continua sua jornada.
Mais algumas horas de viagem e enfim seu caminho tomado o leva às Profundezas no pico de um vulcão. Desce de seu cavalo. Ao entrar na caverna do vulcão, percebe a dificuldade de enxergar diante àquela luminosidade, pois as pedras das paredes eram de ouro. O guerreiro puxa sua tocha e escurece o lugar. Prosseguindo, a luz, o calor e o e eco tornam aquele lugar quase que insuportável para ele. Ao fim do corredor a única passagem para dar continuidade possui aproximadamente um metro de diâmetro na altura do joelho. Guardando sua tocha, ele começa a rolar pelo estreito corredor. Após três passagens ele encontrar uma grande região com menos ouro. Não é possível ver a profundeza do grande buraco que separa essa região em duas partes e para passar é necessário atravessar uma longa ponte de bronze sustentada por fios de ouro. Horário passa devagar, pois sabe o risco que está correndo. De repente escorrega. Segura com firmeza para não cair no grande buraco. Com muita cautela ele chega do outro lado. Continua com seu objetivo. Depois de três salões pulando de buracos, passando por corredores apertados e escapando de armadilhas naturais que desmoronam, Horacio consegue finalmente chegar ao baú do tesouro. Seu coração se enche de alegria ao vê-lo, pois ele mesmo não acreditava muito nos rumores. Com uma simples batida ele abre a fechadura. Tamanha era a felicidade em seu coração quando olha minuciosamente, porque lá estava! Uma pedra normal! mas não era qualquer pedra normal, pois por mais raras que sejam, lá estava escrito quase que imperceptível seu nome e da sua amada na infância. Ele dá gritos de alegria e se emociona por ter achado tão valioso tesouro ontogênico. Satisfeito, ele decide retornar. Consegue passar sem problemas pelos caminhos da volta. No entanto, enquanto estava no meio da ponte começa a perceber uma maior flexibilidade nas cordas que a sustentavam. Quando ele enxerga já era tarde, a ponte de ouro se arrebenta e Horacio cai no imenso buraco. Sem conseguir pensar em nada, nem reagir instintivamente, seu corpo fica imóvel na queda. De repente cai num rio de lava azul. Aliviado por ter escapado da morte, ele vai até a superfície e nada até uma borda sobre a lava. Encontra um corredor e começa a subir numa passagem íngrime. Depois de uma longa subida, o aventureiro vê a saída. Saindo da caverna ele fica contente por ter encontrado seu cavalo há alguns metros dali, mas depois da lava não lembra de nada que aconteceu dentro do vulcão, nem o porquê ele tinha ido ali. A pedra já não tinha mais valor."
Por Fernando Pereira da Silva.
Saudações Calvinianas!

sábado, 14 de agosto de 2010

Um rascunho para 10 mil temas

Num dia desses de loucura em que a lógica do pensamento se faz presente sem que haja consciência do próprio pensamento, sendo isso muito pior do que simplesmente pensar, há um constrangimento da própria loucura em estar sã. E se o mundo é a totalidade dos fatos e não das coisas, tem dias que eu sou fato e em outros eu sou coisa, e isso é muito pior do que ser. Antes não tivesse sido para não deixar de ser. Na teoria não poderia, mas na sanidade da loucura eu posso. Porque há dias de solidão e outros de comunhão. Eu estou falando do espaço que há entre o eu e as relações dos fatos e das coisas. Sempre há um vão. Existe algo que não alcançamos e talvez seja esta a explicação de tanta tecnologia e avanço. Mesmo que haja todas as possibilidades numa única coisa, algo nos escapa. Inventamos as nossas verdades todos os dias. Por isso não me pergunte uma verdade, porque ela pode durar o tempo da mentira. Pode durar um vão. A crença vai até onde convém. Porque há dias que eu gosto de acreditar que há todas as possibilidades da realidade nos livros de uma única biblioteca. É muito mais poético do que o código binário. Mas seria tão mais fácil usar somente 0 e 1 para realizar todas as operações em dias em que os vãos aparecem. Mas ainda assim algo escapa e isso torna a vida cheia de vãos; mas não em vão. É apenas uma possibilidade de vida.


O momento em que o corpo e mente se convergem em uma única coisa quase nunca se conseguiu descrever em detalhes por se tratar de outra coisa e não haver separação. Nessa hora de convergência eis que surge outra coisa: um corpo que reflete sobre o próprio pensamento sem que para isso se precise distanciar e pensar. Isso nada mais é do que viver. Talvez por isso haja tanto sentido em conjugar o verbo vivenciar em todos os tempos. Pensar sobre o que me passou é alterar a rota do mundo no próprio presente que vira passado. Nessa hora o meu passado já é outro. Quando torno a minha experiência uma vivência do presente eu estou não somente alterando a rota do mundo como a minha própria rota por que sou parte do mundo. Quando eu mostro a minha expressão de algo que já se tornou experiência altero o próprio fato e o seu sentido. O sujeito ganha sentido em sua própria essência. Congregar o meu conhecimento em uma única coisa poderia ser a coisa mais simples. O mais simples se torna o mais difícil quando se quer tornar o pensamento palpável e não se percebe que o simples não pensar torna qualquer movimento grandioso. Assim como passar de um movimento ao silêncio – porque daquilo que não se pode falar deve ficar no silêncio. Eis que assim surge a minha cidade que nada tem haver com a cidade do meu vizinho.

Um beijo doce a todos os Calvininos que tornam nossas vivências e rascunhos possíveis!

Da Calvinina Marília
No ensaio de 14/08/2010.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Encontro das magnólias

“O poeta é um ser que lambe as palavras depois alucina” (Manoel de Barros)


“Manoel de Barros consegue atingir o fantástico em sua obra que me deixa alucinado e me faz perguntar: Porque lamber só palavras? Sejamos sinceros existe coisa melhor que lamber? A língua é dividida em três partes, para que nosso paladar possa distinguir os sabores. Então calvininos e calvininas vamos lamber as palavras e tudo mais que nos é posto diante da vida para quem sabe então nos alucinar”.


No dia 31/07/2010 foi realizado o terceiro encontro das magnólias, um encontro esperado não só por elas, mas também pelos cuidadosos jardineiros que as regam todos os sábados. Diante da expectativa desse encontro os jardineiros se debruçam durante horas e horas em minuciosos estudos, buscando encontrar a combinação certa dos adubos para o jardim, buscam encontrar a fonte da água mais límpida para regar as magnólias, tudo isso para que esse encontro possa ser o mais florido e perfumado.
É chegada então a hora de reunir num só jardim todas as magnólias, fazer com que elas floresçam como um primeiro raiar de sol, com que elas recebem não só o adubo e a água trazida pelos jardineiros, mas que elas realizem entre si a fotossíntese. É importantíssimo esse processo de fotossíntese para uma magnólia, saber receber de outra tudo aquilo de bom que ela possa te oferecer e retribuir.
Agora retomando a minha respiração e com as expectativas controladas, tomo certo afastamento desse jardim, distancio o meu olhar e desloco meus pensamentos para o que estou vivendo naquele momento, apago qualquer resquício de prévio conhecimento dos calvininos e calvininas, passo uma borracha no que sei sobre o que foi preparado para aquele encontro e me delicio com as descobertas.
O interessante é observar como os jardineiros caminham numa linha tênue entre o certo e o errado, digo isso, pois não se tem formulas prontas o que é usado sempre segue o inesperado. E nesse processo é construído um pensamento comum entre os jardineiros. (mas sobre essa construção e preparação do adubo e a busca da água pura que resultam na vivência, vou deixar para outro momento)
O que me prende nesse texto é como as magnólias reagem a tudo que é exposto a elas, como essa vivência deixa de ser somente experimentada e transpassa o limite do lúdico e atinge o racional? Vejo que as magnólias estão mais abertas e dispostas, talvez seja o frescor da idade, fato é que elas brilham sem mesmo estarem postas ao sol. Existe muita energia dentro de cada uma e cada uma delas consegue receber e conceber de formas variáveis o que é derramado sobre elas. Existirá o aprofundamento? Não aquele onde os jardineiros direta ou indiretamente são responsáveis, questiono sobre o aprofundamento que cada uma das magnólias possam fazer sozinhas, um mergulho individual e coletivo, uma suspensão sobre o jardim e repensar sobre ele. Não é uma obrigação as suspensões, mas seria interessante poder ver as magnólias tomadas por um clima de desequilíbrio fantástico. Mas afirmo que já não são somente sementinhas que encontramos a alguns meses atrás.
Perdido nesse jardim de magnólias guardiãs de um imperador, invadido por embaixadores, esses seres se movem em direção ao desconhecido e tudo isso pode ser apenas uma passagem, um momento em que não se prende entre os abraços o corpo de nenhuma outra espécie, mas fica impresso na pele tudo aquilo que nos é oferecido. E não há como negar que somos feitos da mesma matéria, estamos dispostos a nos arriscar. Magnólias, os jardineiros as convidam não só para o bom da vida e sim para tudo da vida. Não via nada, eram apenas magnólias... E agora como Marco Polo irá dançar entre elas?
Por Ricardo Torelly

terça-feira, 3 de agosto de 2010

sábado, 31 de julho de 2010

Que viagem...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Registros do encontro de 24-07 - Turma da Manhã.



Saudações calvinianas!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mais estudos de músicas...

Seguem abaixo mais duas músicas de Flausino Vale. Clique em cima dos links abaixo:


Interrogando o destino - Flausino Vale


Tico Tico n. 5

Rabiscos de um figurino.


Eis que surge os primeiros rabiscos dos possíveis figurinos, a imagem é o começo do processo de criação do figurino do Marco Polo e das Magnólias. Espero que gostem!!

Pesquisa de trilha sonora

As músicas utilizadas em nossas vivências são de Flausino Vale (1894-1954). Ele era jornalista, escritor e poeta. Escrevia em alguns jornais do  país como cronista musical. Interessou-se por tudo que fosse brasileiro e publicou debates sobre a autóctone dos índios. Escreveu um tratado sobre folclore musical e um ensaio sobre músicos mineiros.

Publicou um livro de poesias - Calidoscópio, e escreveu outro que permanece inédito, com o prefácio de Augusto de Lima. Foi também poeta, autor de "Calidoscópio", seu único livro de poesias publicado. Além destes, escreveu "Ânfora de Rimas", "Lérias e Pilhérias" (contos anedóticos), "Provérbios" e "Elementos de Folclore Musical Mineiro".

Flausino Vale interessava-se por tudo; lia ininterruptamente, anotando e comentando à margem. Estudava história, e técnicas musicais de harmonia e contraponto, ciências, literatura brasileira e estrangeira, filosofia, religião, história natural, etnografia e arqueologia.

Fonte das informações: http://flausinovale.blogspot.com/

Eis uma música:

Marcha Funebre
Para ouvir aperte o play abaixo:







domingo, 25 de julho de 2010

Cartas ao Jardim das Magnólias 24/07

Boa Tarde!


Seguem as nossas últimas cartas...

Por Ailton

Por Dina
Por Giovana

Até a próxima. =D
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